Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar opera com leve alta nesta terça-feira (25), subindo 0,06% por volta das 9h05, cotado a R$ 5,1561. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, inicia as negociações às 10h.
A agenda econômica do dia tem poucos eventos previstos, mas os mercados acompanham de perto as tensões envolvendo os Estados Unidos e o Irã. No Brasil, decisões sobre o Orçamento de 2027 e a situação financeira da Braskem estão no radar.
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▶️ Nos EUA, o mercado acompanha a divulgação do índice de confiança do consumidor de agosto, enquanto o governo de Donald Trump amplia as sanções contra o Irã. A medida tenta pressionar outros países a reduzir relações comerciais com os iranianos e pode levar empresas e entidades a perder acesso ao sistema financeiro que utiliza o dólar.
No mercado de petróleo, os preços operam perto da estabilidade nesta manhã, depois de caírem mais de 2% na sessão anterior. Por volta das 8h45, o Brent recuava 0,04%, a US$ 92,13 por barril, enquanto o petróleo dos EUA subia 0,1%, a US$ 85,08.
▶️ No Brasil, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o projeto do Orçamento de 2027 está bem encaminhado dentro do governo. Segundo ele, o salário-mínimo do próximo ano será de R$ 1.741, e outros benefícios continuarão sendo reajustados de acordo com o piso nacional.
▶️ Também por aqui, a Braskem pediu recuperação extrajudicial para renegociar cerca de US$ 10,9 bilhões (R$ 56 bilhões) em dívidas. As ações da companhia caíram 6,71% na segunda-feira (24), para R$ 4,73. Além disso, os papéis BRKM3 e BRKM5 serão retirados de uma série de índices da bolsa.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: +0,16%;
Acumulado do mês: +1,64%;
Acumulado do ano: -6,12%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: +0,53%;
Acumulado do mês: -3,40%;
Acumulado do ano: +6,64%.
EUA devem anunciar novas sanções contra o Irã
A guerra econômica anunciada contra o Irã pelo presidente americano, Donald Trump, na semana passada, deve ter novos capítulos nos próximos dias.
A expectativa é que o governo americano anuncie novas sanções contra o país do Oriente Médio, no que devem ser o conjunto “mais duro de medidas já aplicado”, segundo o secretário do Tesouro dos EUA.
Na última semana, Trump, anunciou que intensificaria a pressão econômica sobre o Irã e ameaçou punir qualquer país que ajudar a manter a economia iraniana funcionando.
Em uma publicação na Truth Social, Trump afirmou que irá promover a “operação econômica mais devastadora já adotada contra qualquer país”. Segundo ele, a campanha será uma forma de “guerra econômica” e de isolamento do Irã em uma escala sem precedentes.
“QUALQUER país que permita que suas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou órgãos governamentais forneçam qualquer tipo de apoio ao Irã também enfrentará CONSEQUÊNCIAS ECONÔMICAS ENORMES”, publicou.
“Contrabando de petróleo, linhas de swap, transferências de dinheiro, casas de câmbio, registros de navios, empresas de fachada — tudo isso precisa parar AGORA. Vocês sabem quem são.”
🔎 O presidente não detalhou como a ofensiva vai funcionar nem afirmou como irá punir países que colaboram com o Irã.
Já o Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou, nesta segunda-feira (24), que os países vizinhos que optarem por aderir à campanha de pressão econômica dos EUA poderão enfrentar “consequências”.
Em sua entrevista coletiva semanal, o porta-voz do ministério, Esmaeil Baqaei, declarou:
“As advertências necessárias definitivamente já foram apresentadas, porque qualquer cumplicidade com os Estados Unidos na execução de suas ações agressivas contra o Irã terá, sem dúvida, suas próprias consequências”.
No sábado (22), o presidente do Parlamento do Irã e principal negociador do país, Mohammad Ghalibaf, disse que o governo iraniano recebeu mensagens dos vizinhos falando sobre a criação de “novos acordos de segurança e cooperação econômica”.
Em um post na rede social X, Ghalibaf afirmou que as recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ameaçou punir os países que sigam negociando com o Irã, foi a motivação do contato.
“Recebemos inúmeras mensagens de países vizinhos sobre a formação de novos arranjos de segurança e cooperação econômica na região. Os Estados Unidos colocaram a segurança de cada um de seus aliados em um risco tão grande por meio de intimidação e total desrespeito aos seus interesses em prol de Israel, que eles brevemente viram toda a sua existência em risco”, escreveu.
Os novos capítulos da guerra no Oriente Médio voltam a levantar preocupações para o mercado internacional de petróleo, em meio aos sinais de que o tráfego pelo Estreito de Ormuz continuará interrompido.
O fechamento da rota, por onde passava cerca de 20% de todo o comércio global da commodity antes da guerra, segue a trazer impactos nos preços de energia pelo mundo e a afetar a inflação e o crescimento global.
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Braskem vai pedir recuperação extrajudicial
A Braskem anunciou nesta segunda-feira (24) que vai pedir recuperação extrajudicial para reestruturar cerca de US$ 10,9 bilhões em dívidas, o equivalente a aproximadamente R$ 56 bilhões.
O Conselho de Administração da companhia aprovou a medida, mas o pedido ainda não foi protocolado na Justiça.
“A Braskem esclarece que a Recuperação Extrajudicial possui escopo limitado, estritamente financeiro, e não abrange quaisquer obrigações da Companhia com seus fornecedores, clientes e demais stakeholders, as quais permanecem vigentes e seguem sendo cumpridas normalmente, nos termos dos respectivos contratos”, disse a empresa em nota.
Ao protocolar oficialmente o pedido de recuperação extrajudicial, a Braskem firmará um acordo com os credores para reorganizar as dívidas, incluindo novos prazos e condições de pagamento.
A decisão já era esperada pelo mercado. Na última sexta-feira (21), a Braskem informou ter mais de US$ 10 bilhões (cerca de R$ 54 bilhões na cotação atual) em dívidas incluídas na reestruturação.
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Bolsas globais
Em Wall Street, o S&P 500 recuou 0,28%, aos 7.653,00 pontos. O Nasdaq Composite caiu 0,77%, aos 25.979,66 pontos, enquanto o Dow Jones avançou 0,27%, aos 53.418,68 pontos.
Na Europa, o índice pan-europeu STOXX 600 encerrou praticamente estável, com alta de 0,05%. Em Londres, o FTSE 100 avançou 0,35%, aos 10.854,32 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 0,11%, aos 26.106,60 pontos, enquanto o CAC 40, de Paris, recuou 0,37%, aos 8.453,01 pontos.
Na Ásia, a maioria das bolsas fechou em queda nesta segunda-feira, uma vez que a oferta inesperada de ações pela Alibaba reacendeu as preocupações com os gastos com inteligência artificial e pesou sobre o setor de tecnologia.
O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, recuou 1,21%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, perdeu 0,59%. Entre os demais índices da região, o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 1,89% e o Nikkei,, do Japão, teve queda de 0,74%. O Kospi, da Coreia do Sul, desvalorizou 0,88%.
* Com informações da agência de notícias Reuters.
Dólar
Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivon
Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/08/25/dolar-ibovespa.ghtml